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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Who are you ?



Você que diz ser alguém tão lindo, tão munido de simpatia, com encantos excessivos que até saem pelas orelhas, será que existe mesmo ? Será que pode ser tão real ? Será que seu cabelo é mesmo dessa cor, e seus olhos são mesmo tão claros ? Será que você vai mesmo continuar comigo durante doze horas seguidas todos os dias como promete? Será que você não mente por ter vergonha de ser quem realmente é ?.
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A Internet foi mesmo a maior descoberta humana depois do fogo e não há quem possa se convencer do contrário. Fato é que todas as descobertas nunca são usadas somente para fins positivos, e como qualquer outra novidade do mundo, logo acharam como fazer 'maldade' online.
O mundo digital ficou infestado de 'fakes' [ perfis falsos em sites de relacionamento], e esses temidos personagens da internet começaram a ficar reais demais.
Os relacionamentos que começam na internet quase sempre 'saem da tela', e é aí que a coisa complica. Usar fotos de uma prima bonita não é nada legal quando se resolve gostar de alguém que nem ao menos se pode tocar.
São inúmeras as mentiras que as pessoas insistem em contar para serem quem não são, e normalmente, uma hora ou outra sempre tem alguém que descobre e a reação não é nada boa.
Infelizmente, existe uma fase na vida dessa nova geração em que a internet e o que se passa nela, são muito mais importantes do que as coisas do mundo real, até uma foto importa mais do que sair e respirar um pouco de ar puro. São horas seguidas de vida intensa num mundo onde todo mundo é o que quiser ser, sem contar que coisas erradas e atitudes covardes rolam soltas.
Sem mais filosofias e explicações dessa raça humana inexplicável, temos que ter noção de que as mentiras, sejam elas tocáveis ou virtuais, destroem a vida de muita gente. Viver num mundo de mentirinha onde tudo o que é surreal vira de verdade fácil demais, não é indicado para pessoas que se apegam e muito menos para aquelas que além de se apegar nutrem sentimentos muito mais fortes do que a imaginação permite medir.
Confiar, JAMAIS.
Se isso já era lei na selva aqui fora, não pode de forma alguma ser modificado na selva dos orkuts e messengers.


sábado, 17 de julho de 2010

La nuit dernière, notamment disgrâce!


O som do despertador lotou o quarto de qualqer música irritante lembrando que mais um dia amanhecia. O lençol permanecia intacto, como se nem o ar tivesse passado pelo quarto aquela noite. E não passou.
A janela meio aberta entregava que não fora pela porta que havia entrado. O cheiro de fumaça de qualquer tipo de cigarro barato era mais forte do que o oxigênio ali dentro, e os pés de sapatos espalhados mostravam o quão sóbria tinha ido dormir, se é que dormiu.
Algum ruído estranho conseguia ser maior que o som infernal do despertador, olhava para os lados e não encontrava de jeito nenhum o dinossauro que devia estar escondido ali por perto. Rindo percebeu que era apenas o som típico de um estômago sem nada sólido fora as tripas.
Totalmente sem saber o que estava fazendo, levou a mão a cabeça e sentiu uma dor profunda, como se algo tivesse arrebentado aquele pedaço cheio de cabelo manchado de tinta. De uma forma doentia, gostou de saber que pelo menos ainda sentia seu corpo, ou pelo menos a sua dor.
O jeans rasgado estava com o zíper aberto, nada anormal analisando os dias e noites de intensas aventuras com seus pouco mais de duzentos casos. A blusa de frio já não a pertencia mais, devia ter fugido enquanto ainda havia tempo, e o que estava por baixo ? estava mais embaixo do que deveria estar.
O espelho estava perto. A maquiagem borrada e a cara de boneca de plástico derretida assustavam mais do que qualquer filme de terror, que por ventura eram os seus preferidos.
Com muito esforço tentava se lembrar de algo, e mesmo que sentisse que uma mera recordação brotasse devagar, a mesma ia embora com tanta velocidade que mal dava tempo de perceber que tentou se recordar. Com muito mais esforço ainda, levou a mão no bolso e encontrou um pedaço de guardanapo de papel sujo de algum molho nojento : - 'Qualquer uma, seria melhor que você'. Se afogando em gargalhadas sonsas, lembrou vagamente da noite anterior.
Tirando a roupa devagar resolveu tomar um banho, precisava tirar do corpo aquele resto de noite passada. Noite mal acabada.
Sentia um aperto quando pensava no 'qualquer uma seria', mas o mesmo aperto se tornava mais engraçado que qualquer piada do mundo, e nenhuma lágrima seria percebida se escorresse junto com o rímel e a água do chuveiro.
Maldita liberdade, malditos vícios, maldito livre arbítrio.
Saiu do banho. Ainda molhada, nua e com um arrepio descomunal deitou na cama. Sentiu o lençol frio, abraçou um travesseiro alto e dormiu.
Apenas dormiu.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mr. Confusion


Eu nunca sei como explicar o que sinto quando é de verdade. É mais fácil contar uma história ou inventar um conto erótico, do que tentar traduzir em palavras algo que corre quente e de salto agulha aqui dentro das minhas veias.
As coisas andam fugindo do controle faz tempo, e eu ? Eu mal sei como fritar um ovo, quanto mais como conduzir minha vida. Não vou me prender a melancolias, reclamar da vida ou jogar a culpa em alguma desilusão, pra mim não vale a pena perder tempo com esse tipo de desabafo de quinta, ou sexta a noite. Certo é que engasga, desce e sobe rasgando feito vodka.
Eu não sei bem o que quero ultimamente, não em matéria de coração é claro, meu músculo nojento em formato de bolota de carne anda 'muito bem, obrigado', a questão é muito mais séria do que eu mesma posso imaginar.
Me descrever anda sendo mais que um dilema. Um teorema talvez.
O que me conforta é saber que ainda posso contar com algumas risadas e 'bom dias' todos os dias entre 11 horas e meio dia, no mais, o resto tem sido mesmo só o resto.
Os dias tediosos desse inverno me deixam tão pra baixo que consigo ver as poeiras se organizando no chão para atacar minha alergia. Quando penso em conversar, pedir um colo de pai talvez, encontro uma manada de pessoas com caras e bocas tão amáveis que me dão vontade de vomitar.
Diz a minha mãe, que quando eu era pequena eu vivia falando com as formigas. Não importavam se eram 10 ou 100, todas tinham nome e história de vida. Quem sabe eu volte a falar com elas, pelo menos sei que não vou enfrentar grandes problemas com meus segredos.
Mas ainda acho que minha maior necessidade nesse momento não é por para fora o que insiste em ficar dentro, é só encontrar alguma forma de organizar o que me faz estar assim, tão preocupada, tão exageradamente sufocada.
Eu jurei pra mim mesma, e isso já faz algum tempo, que não me renderia a textos problemáticos, logo, esse não será um, ou corto meus dedos antes de terminar de escrever a última palavra. Garanto.
Acho que preciso de um pouco de loucura, um pouco de dinheiro, um pouco de silêncio, ir para Las Vegas. Tenho certeza que preciso me afastar de problemas familiares, trabalhar em alguma coisa que exija minha atenção, estudar até os termos de jornalismo vazarem pelos meus olhos.
Eu ando mesmo sem um pingo de noção do que fazer comigo. Eu ando mesmo cruzando as pernas demais e aceitando muito 'não' de todo mundo. Cadê eu ? Cadê a menina que falava com formigas e depois matava todas com fósforo ?
Sempre quis fugir, mas sempre ficou no mesmo lugar. Ótima frase para terminar sem rumo algo que começou sem intenção de chegar a lugar algum



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Viva aos nossos HERMANOS!


Mais um país resolveu acabar com esse preconceito ridículo e homofóbico que nos cerca aceitando em seu território casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Os nossos hermanos argentinos, se mostram a frente de muitos países da América Latina sendo o primeiro a aceitar os tão comentados casamentos gays.
Após 14 horas de muito debate e discussão, com 33 votos contra 27 (uma votação apertadíssima), mais uma vez venceu o direito de cada um ser o que é, e fazer com que a sociedade aos poucos, se cale contra preconceitos de toda e qualquer espécie.
É claro que uma lei desse tipo não muda de uma hora para outra a reação de heterossexuais a respeito da opção sexual dos homossexuais, e muito menos vai abolir todo o preconceito que os mesmos enfrentam, porém já é um grande passo rumo a um mundo menos peculiar.
Ativistas brasileiros afirmam que essa atitude da Argentina vai influenciar sim no nosso país, e é louvável que nossos representantes que ganham tão bem para isso, tomem vergonha na cara e parem de aprovar leis banais e votar em quem tem mais podres carreira, e abram os malditos olhos para as minorias (que já não são tão minorias assim).
As conquistas de gays, negros, mulheres, crescem a cada dia. É errado governar uma cidade, um país, com regras e leis da idade da pedra lascada.
Com tantos avanços da ciência e da tecnlogia, com tanta coisa importante acontecendo em volta desse ninho de sei lá quantos bilhões de habitantes, já começa tarde o reconhecimento de que cada um, independente do que goste, tem os mesmos direitos e deveres do outro.
Hoje em dia anormal é se julgar normal.
As barreiras que impedem a nossa sociedade de ser justa e menos selvagem do que os homens das cavernas estão dentro da cabeça de cada um.
Seria muito mais 'bonito', se ao invés de se preocuparem em tirar o direito de uma pessoa ser feliz pelo fato de amar alguém do mesmo sexo, alguém tivesse uma luz divina que seja, para cuidar desses escândalos com padres loucos por criancinhas, líderes do tráfico desfilando com sua coleção de armas e mulheres, ou então, com um ou outro assassinato que acontece ali na esquina não é mesmo ?!
Mas é claro que é mais fácil condenar uma minoria que só luta pelos seus direitos do que correr atrás dessa selvageria desmedida.
No mais, parabéns Argentina! Não levou a Copa (como nós, e bem feito para essa nossa seleção de merda), porém teve uma atitude de nação que visa um lugar melhor para todos. TODOS.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Farelo



Tarde de céu nublado, silêncio na rua, ótima para um passeio consigo mesmo . . .
Acima de qualquer suspeita, o velho senhor com a bengala reluzente caminha pela praça. Os seus passos lentos demais, suas roupas talvez vindas da segunda guerra, o óculos ocultando o que seus olhos realmente observam. É só mais um senhor buscando um banco vazio entre três e quatro da tarde.
Os pombos da praça adoram esse homem, até porque o saco com farelos de pão de ontem nunca está vazio, e suas mãos ainda que tremam um pouco, jogam todo o farelo fazendo desenhos de pombos e pardais pelo chão em volta do chafariz.
Todas as pessoas que passam admiram o senhor sentado indefeso, todos admiram a grandiosidade que deve ter o caráter desse senhor, que por baixo deve estar beirando os 75.
O sino da igreja avisa que chegam as seis da tarde, hora de voltar pra casa e tomar seu chá quente, assistir um pouco de tv colorida e talvez quem sabe trocar os óculos de passeio pelos de leitura, e acompanhar o que escreve algum autor contemporâneo que insiste em descrever o passado.
Abre o portão, sorri para a filha da vizinha que se agarra contra o muro com seu namorado vinte anos mais velho. Entra na sua casa que sempre cheira a naftalina e livro velho.
Estrala os dedos, guarda a bengala e tira os óculos de passeio.
Já são sete horas e o que o velho senhor simpático da praça resolve fazer ?
Liga seu notebook, acessa qualquer site pornográfico enquanto seu msn carrega. Seu nick name é qualquer coisa que viraria apelido de uma garoto magro de dezesseis anos; Milhares de janelas laranjas de Paulinhas, Flavinhas e Anas de toda espécie começam a piscar ali embaixo na barra de ferramentas.
Ele pensa : Hoje só quero as de 14, melhor deixar as de 16 pra semana que vem.

E então sociedade, você ainda consegue saber quem é o vilão e quem é o mocinho ? Será que os tatuados, os fumantes e amantes de poker são mesmo os maus elementos ?
Até quando vamos acreditar que uma pessoa é considerada inocente ou culpada, com ou sem caráter, pelo o que veste, ouve e bebe ?
Infelizmente já não se fazem pessoas como antigamente.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Chovendo


Dizem as más línguas que nada cura um dia de chuva, porém, confesso que sou do contra. Há um charme muito peculiar num dia chuvoso, desde as gotas frias na pele ao encontro dos corpos ainda envolvidos pela coberta.
Entre a meia noite e as seis, o barulho fininho arranhando as paredes do lado de fora, as gotas tímidas tocando o chão, enquanto os pneus derrapam nas ruas, devagar . . . tudo bem devagar!
As mãos buscam os bolsos, os braços uma lã que envolva, e os outros braços ? a mesma lã!
Um dia de chuva com aproximadamente 15° graus é muito convidativo. O frio naturalmente já contorna toda a pele, algo similar ao arrepio só que um pouco mais intenso.
Acordar pra que ?! Melhor ficar escondido entre um par de pernas e o cobertor, melhor deixar todo mundo se molhando na rua enquanto seu corpo pede um carinho e um leite quente.
Deixe que todos se perguntem onde você está, enquanto a água fica forte e enfraquece entre os minutos que vão passando.
A vida é corrida demais.
O que tem se está chovendo ? Quem liga se o sol resolveu sentir preguiça hoje.
Deixa continuar chovendo pelo menos por mais duas horas. Está tão confortável o cheiro de terra molhada misturada com fumaça de leite. É tão gostoso!
É só ligar uma música francesa, se aquietar entre um abraço e um beijo, beber o que resta na sua chícara enquanto lá fora o céu se lava um pouquinho, o sol descansa um pouquinho, o barulho de buzina fica mudo um pouquinho.
Quem liga se continuar chovendo até amanhã . . .

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dentro


As coisas parecem cair entre os vãos dedos como areia . . .
Em um instante a mesma sensação de estar no céu parece te dar uma rasteira muito forte e te levar direto para o inferno. Sentimentos contraditórios no mesmo dia não fazem bem ao coração.
Ao mesmo tempo que pequenos diamantes escorrem dos olhos quando sente uma alegria sem medidas, caem em dobro esses mesmos diamantes quando ali dentro alguma coisa aperta, e aperta tanto que te faz faltar o ar.
O ser humano é mesmo uma máquina muito imperfeita, cheia de pequenos mistérios que nunca serão desvendados, cheio de pequenos crimes entre uma veia e outra.
Muitos gênios já disseram, ou talvez advertiram, que não é certo confiar nos sentimentos, não é válido que se deixe levar por emoções e pior ainda confiar no destino, e ainda assim, nós abrimos a boca, com cerca de 36 grandes esmagadores de comida, e puxamos do estômago a coragem para nos manter vivos. Tiramos de toda e qualquer gota de sangue algum resto de força para acreditar que o dia seguinte será melhor do que o que passou.
E outra vez, pequenos cristais começam a esquentar as pálpebras, contornando o nariz, derrapando suavemente até caírem do rosto em algum lugar da sua roupa.
Chorar. Santo remédio.
Não sei se faz algum sentido, mas parece que quanto mais se acredita e quer algo, mais ele se afasta, parece que existe alguma força maior do que você que insiste em brincar com o seu íntimo, seu pedaço mais profundo dentro dessa 'engenhoca' toda que somos.
E o que sobra nisso ? Chorar pequenos brilhantes, logo quando queremos fingir que somos super poderosos.
Super poderes são mesmo utopia!
O jeito é continuar acreditando que de dentro é que vem a solução para tudo nessa vida e talvez até na próxima. A forma mais sábia de se morrer, é acreditar que não existe uma fórmula perfeita para se viver, e quando menos esperar essa máquina se desliga, os pequenos diamantes secam e já não há mais motivo algum para se alegrar, é claro, porém muito menos para se entristecer.
Talvez, seja mesmo melhor assim . . .

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Slut photo


E tem gente que ainda acredita nessas caras de anjinho com sorriso amarelo cortando as duas bochechas.
Trágico.
É incrível como existem pessoas que ainda pensam que são espertas o suficiente a ponto de permanecer 'penumbrando' a vida do outro por uma centena de tempo . . . sinto pena, sinceramente.
Apesar de causar duzentos sintomas variados de rancor, são essas mesmas pessoas que morrem sozinhas, no fracasso, a sombra daquelas que sobem rindo da sua desgraça particular.
Concordo com o fato de que mentiras são mesmo um veneno terrível [e como são], mas mentiras mal contadas, sem um bom 'gancho', sempre acabam, mesmo que demore um século ou uma semana.
Talvez, criticar alguém que já se auto ridiculariza seja muito maldoso da minha parte, mas seria tão cruel assim, se tal ser não fosse uma grande fossa ambulante. Essa raiva barata anda me deixando sem inspiração, todas as vezes que decido escrever as palavras viram vespas.
Então, sem mais esforços, só quero deixar claro que não são coisinhas vindas de uma câmera fotográfica que vão conseguir me fazer tremer. Nem me fazem cócegas.
Acredito que pra todo mal do mundo, existe um mal muito maior guardado, e pra pessoas [ se é que são pessoas], que insistem em continuar vivas assistindo a felicidade alheia e tentando inutilmente atrapalhar, existe um lugar chamado inferno. Que cruel.
Um conselho é válido, mexer com quem não se deve nunca foi uma boa idéia, então, quando resolver fazer da sua vida uma novelinha mexicana, pense duas vezes pra não deixar o vilão com o final feliz.
i back.